Perde-se a vida a querê-la tanto!

São 3:60, doi-me muito a cabeça! Apenas avisto uma grande névoa enquanto sinto o sangue que invade a minha garganta num único e feroz sufoco.

Parece-me que a vida parou neste instante em que as sombras da noite não me deixarão ver o nascer da alvorada. Em que o silêncio dos teus passos ainda ecoa no gélido corredor da minha mente.

Voltei a sentir um frio ardente que me perfura o coração e me faz querer adormecer num sono profundo mas como poderei se a vida, tão inquieta, pesa tanto nos meus ombros?

Há muito que vivo de destroços, alimentada por um rastício de felicidade que insistia em não cessar mas deixaste-me aqui demasiadamente vulnerável...

Leio as notícias que passeiam pelas primeiras páginas dos jornais, tantas e tantas previssões que são feitas, ligo esporádicamente a televisão mas nada me distraí. O meu quarto começa a ser destroços de mim mesma. A cada segundo que se derrete, como se de uma chama se tratasse, a minha cabeça sente que estão cada vez mais próximas as névoas do entardecer. Não quero que sintas a minha falta, apenas o desconhecimento me basta.

Todos os ecos, que me rodeavam, cessaram. Parece que o mundo se perdeu nas minhas lágrimas ardentes.

Está frio, cada mais mais frio, está tanto frio que não consigo deixar estas névoas que são agora fotografias da minha vida. Avisto uma tela branca,corro, corro e agora sei que é demasiadamente tarde! Não quero olhar para tràs, que diferença faz?

publicado por Morgen às 11:54 | link do post | comentar